Conheça Cristóvam, o cantor que conquistou celebridades internacionais com o single “Andrà Tutto Bené”

Nascido na imensidão azul do Atlântico, mais precisamente na Ilha Terceira (Açores), Cristóvam é um grande tesouro português ainda escondido, mas em vias de ser descoberto. Cantor e compositor, ele lançou seu primeiro disco solo em 2018. Intitulado Hopes and Dreams, o trabalho traz faixas cantadas em inglês e com forte característica indie e folk, fruto de suas influências que vão de artistas como Bob Dylan a Ryan Adams ou Gregory Alan Isakov.

Suas letras, sinceras e profundas, denotam uma maturidade incomum, ilustrando de forma sólida suas composições musicais. Um exemplo disso é a música Walk in The Rain, que integrou a trilha sonora do filme A Canção de Lisboa e foi indicada ao International Portuguese Music Awards (IPMA) na categoria Pop Performance do ano.

Em 2018, Cristóvam tornou-se o primeiro artista nacional português a atingir o primeiro lugar no prestigiado International Songwriting Contest. A canção Faith & Wine, que chegou ao primeiro lugar das paradas no iTunes de Portugal, foi escolhida entre outras 16.000 como vencedora da categoria de artistas independentes (Unsigned Only) com um painel de jurados composto por artistas como Tom Waits, Grant Lee Phillips, Keane, entre muitos outros.

Logo após lançar Hopes & Dreams, Cristóvam saiu em turnê pela Europa em mais de 30 apresentações por países como Portugal, França, Holanda, Alemanha, Polônia e Bélgica. Durante essa caminhada, o artista acompanhou nomes como Stu Larsen, Tim Hart (Boy & Bear) e Scott Matthews, muito conhecidos na cena indie pela pegada folk-rock.

Cristóvam, que se encontra neste momento duplamente nomeado nos International Portuguese Music Awards com a canção Burning Memories, também figura novamente na final do International Songwriting Competition, desta vez com o single Lifeline. Aliado às indicações, o músico viu uma de suas músicas se tornar viral neste último mês.

Andrà tutto bene:

Com lançamento mundial da Universal Music, Andrà tutto bene e seu poderoso e emocionante filme se tornaram um fenômeno global em menos de 48 horas com repostagens e menções de celebridades internacionais e brasileiras como Enrique Arce (Casa de Papel), Katheryn Winnick (Vikings), Daniela Ruah (NCIS Los Angeles), Gregório Duvivier, Marcus Majella, Bruna Lombardi e Carolina Ferraz.

Andrà tutto bene era já uma homenagem à luta inglória que se travava nos hospitais Italianos e ao isolamento social que começava a ser uma realidade por toda a Europa, e que agora se faz necessário em todo o mundo.

E o Portal Terapia do Luxo fez uma entrevista exclusiva com o cantor para conhecer de perto os sentimentos que o levaram a caminhos tão prestigiosos. Confira abaixo:


Você foi a voz que viralizou durante a pandemia, em um momento onde o público precisava de conforto e empatia. Você consegue identificar o por que você conquistou tamanho destaque nesse período?

Acho que pela primeira vez desde que me lembro, a humanidade estava praticamente toda a passar exatamente pelos mesmos sentimentos. Eu escrevi uma canção sobre esses mesmos sentimentos e de repente toda a gente se relacionou com a letra porque também sentia aquilo que eu escrevi, com essa mesma intensidade. Na altura não pensei nisso e fui apanhado de surpresa, mas hoje tenho quase a certeza que foi isso que fez a canção viralizar e dar a volta ao mundo.

Você se considera um artista completo multifacetas? Na canção “Andrà Tutto Bene” você gravou todas as vozes e instrumentos?

Eu aprendi música como um autodidata e comecei a escrever canções muito cedo. Na altura só tocava guitarra e comecei a tentar gravar coisas, como não conhecia mais ninguém para tocar os outros instrumentos que eu queria ouvir nas minhas próprias canções, tive de aprender a tocar um bocadinho de tudo. Hoje consigo ser autossuficiente no estúdio e gravar canções sozinho, como foi o caso de Andrà Tutto Bene.

Você foi o primeiro artista nacional português a atingir o primeiro lugar no prestigiado International Songwriting Contest. Consegue descrever essa experiência?

Foi uma distinção muito bonita porque havia 16000 canções a concurso e no painel de jurados estavam nomes como Tom Waits, Keane e Grant Lee Phillips, que são grandes inspirações para mim. Saber que essas mesmas pessoas escolheram a minha canção como vencedora foi um motivo de grande alegria para mim e algo que me fez sentir que estava no caminho certo.

No mercado de luxo falamos muito sobre memória afetiva, como gosto, sabor ou cheiro. Acredita que a música também promove essa memória afetiva?

Sem dúvida. A música tem o poder de nos levar de volta ao sítio que estávamos quando a ouvimos pela primeira vez ou a um certo momento importante de nossas vidas em que, por acaso, essa música possa ter estado a tocar na altura.

Você sente sinergia com o Brasil ao produzir? Qual a ligação que faz com o nosso país?

Sim, muito. Quando Andrà Tutto Bene chegou ao Brasil, fui muito acarinhado pelo povo Brasileiro e recebi mensagens muito bonitas vindas de todo o país. Foi algo que me marcou muito e quero muito conhecer o Brasil e tocar para essas mesmas pessoas assim que as coisas voltarem ao normal.