TL 16 – AR-te: essencial para viver, por Daniela Busarello.

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#extra: bjork e andrew huang. everywhere/nowhere. 2015.
Bjork é sempre referência de processo-manifesto-ecologia-intensidade; um ser inteiro. Tive o prazer de conversar com ela já muito tempo no show da Pedreira Paulo Leminski, graças à super Consuelo Cornelsen. Este é o stonemilker, vídeo-experiência-realidade-virtual-360 graus, de autoria do premiado diretor Andrew Huang. Faz parte do álbum Vulnicura, lançado este ano.

 

ARte: Respira, insPIRA. É o mês de uma das feiras mundiais mais importantes de arte contemporânea, a FIAC, que acontece em Paris. Hoje vou mostrar arte no espaço interno, ou arte se transformando em arquitetura, ou arte/design-moda (tive que me segurar para não colocar muita moda, essa indústria investe e muito na arte, mas isso foge do meu assunto aqui).
Arte/cenário de cinema.
Arte/metrô.
AR, e-s-s-e-n-c-i-a-l para viver. AR-te.
Arte: fazer e observar. Para ser e poder dormir tranquila, depois de ter vivido mais um dia intensamente.
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#marco polo de saias: beatriz milhazes e taschen, ny e london, 2007 e 2005.
Arquitetura de interiores de starck. Arte de milhazes @ 107 greene street, NY: Taschen, a editora mais provocativa de nossos tempos mostra aqui um cenário de cabinet de curiosités contemporâneo.
Peace and Love, 2005. Obra de uma das nossas artistas mais brasileiras, a Beatriz Milhazes, no underground de London : gloscester road station
Milhazes para o mundo!
 
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# savoir vivre: ara starck e le meurice hotel, paris, 2008.
Ara é a filha do Philippe. 1978, Sèvres, Saint Martin School of Fine Arts London. Ela pintou a tela monumental que observa e abençoa cada momento no Restaurante Dalì, do hotel Meurice. Aconchegante, glamourosa, contemporânea, atemporal. Na cena, dançarinos e uma atmosfera teatral caleidoscópica sem limites para a imaginação.
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# memória: donald judd, ny 1970.
Donald é um dos meus preferidos: escultura e mobiliário. Concreto, ortogonal, simples, na essência. Aqui mostro o mobiliário, ou seria escultura ?
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# sacro: joseph dirand, paris 2011 e 2013.
I’m in love. Dirand é Magritte-Purista-Único: espaços qualitativos e confortáveis. Gráficos, minimalistas e autênticos. É como viver dentro de uma obra de arte.
Dois projetos: uma mostra de arquitetura e o restaurante Monsieur Bleu aos pés da Torre Eiffel.
 
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# profano: louise bourgoin e pierre frey, paris 2014.
Artista-atriz-bela-inteligente-sensível. Desenhista desde os 12 anos e miss-previsão do tempo, voltou a desenhar fazendo histórias em quadrinhos enquanto filmava. Encontrou por sorte Patrick Frey e mostrou seus desenhos mais íntimos. Simples assim, foi como tudo aconteceu. Uma coleção inteiramente preta e branca em tecidos para casa, papel de parede, tapetes, louças em porcelana e cerâmica. Série limitada em oito de cada. A vida tem seus encantos.
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# savoir faire : julio le parc e hermès, paris 2015.
Artista-argentino. Savoir-faire francês. Cores atômicas. Arte cinética. Tudo inspirado na sua famosa pintura abstrata A Longa Caminhada produzida entre 1974 e 1975.
Empresto este assunto da moda porquê é mais do que um lenço: é vibração, é vida, é energia e movimento em três dimensões.
Posso ir mais longe: é um parangolé (para quem idolatra Oiticica como eu). Contemporâneo e diria quase careta.
Ao todo são 14 telas feitas nas cores do arco-íris fiéis à natureza da arte, do humano e do meio-ambiente.

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#lux:  the pillow book, filem de peter greenaway. cenário de andrée putman, frança-inglaterra 1996.

O corpo é o lugar da memória. O corpo permite uma viagem no tempo, um retorno ao passado mais longínquo. Uma desordem própria aos paradoxos que se escondem nos cantos mais sombrios. Essa estória une ligações milenares: da escrita e da sexualidade através de uma leitura imaginativa e delirante do oriente pelo ocidente. Todo o cenário é de autoria da arquiteta de interiores Andrée Putman. Sou fã número um do filme, do diretor e da arquiteta.

 

 

 

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#meu luxo particular: Daniela Busarello e Manufacture Cogolin, Paris 2015.
Fazer uma exposição do meu trabalho artístico em Paris. Neste momento: FIAC.
Não apenas a exposição, mas fazer parte da coleção da Cogolin, marca de excelência do savoir faire francês.
É para a vida.
A cogolin começou em 1924, editou desenhos de Sonia Delaunay e Jean Cocteau. Em 2015, edita em série limitada, os desenhos de Daniela Busarello.
É para a vida.
COSMOGRAFIA por Daniela Busarello e Manufacture cogolin.na. Exposição até o dia sete de novembro em Paris. Serão apresentadas oito “COSMOGRAFIAS”, desenhos em aquarela, nanquim e grafite & a tapeçaria de 150 x 200 cm.
Os tapetes de 300 x 400 cm estão sendo feitos à mão no Nepal. Chegarão em Paris em fevereiro de 2016.
“Investigo o diálogo entre a carne e o cosmos. Observo a conexão do micro com o macro cosmos: corpos nus, a natureza, músicas, sensações, perfumes… A investigação da memória íntima. É através da antropofagia da realidade que eu construo paisagens de mim mesma: uma mistura de um novo ser, naturezas mortas e auto-retratos.”
 
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