As estratégias digitais como recurso para atingir um novo patamar de consumo

Já não é novidade abordar os temas sobre aceleração digital aqui em minha coluna. Com os acontecimentos de 2020, transportando alguns novos hábitos de comportamento para 2021, muito ainda há de se falar sobre estratégias diferentes e aplicadas para atender um novo padrão de consumidor. E isso há de refletir cada vez no mercado.

É o caso do tão falado universo “online e off-line”. Em todos os processos de imersão de negócios e treinamentos, mencione e reforço como trabalhar essas duas frentes sem deixar de ser presente em todo o processo de compra. Acontece que para as pessoas, estar frente a frente e mostrar essa habilidade no presencial, é garantia de sucesso. O que já não é sustentado no digital.

Porém, daqui pra frente, essa será a maior preocupação do varejo de luxo. Só em 2020, as vendas online cresceram 23% e esse número só tende a aumentar. O e-commerce será o canal potência de compras de toda e qualquer marca. A sua está preparada?

É claro que manter a venda física lucrativa, ainda deve ser considerada, mas o leque de atuação se abre e as pontas de estratégias devem ser divididas. Da mesma forma que a procura por itens no online aumentou, também acompanhamos filas estratosféricas em lojas ao redor do mundo no momento de reabertura pós isolamento social, como Hérmes e Louis Vuitton.

De acordo com o artigo divulgado recentemente pelo Business Of Fashion, “unir os mundos digital e físico é uma abordagem que está ganhando impulso. A Sephora em Pequim, por exemplo, abraçou o mundo digital, com arte digital ” do artista Chen Baoyang em toda a loja com uma cabine de fotos de realidade aumentada e presença 24 horas por dia, 7 dias por semana, graças a uma plataforma de loja virtual em um aplicativo dedicado e programa WeChat Mini, que também pode ser usado para agendar compromissos. Levando os algoritmos a um novo nível, a loja se oferece para encontrar sua combinação perfeita em fragrâncias usando big data para interpretar um teste de psicologia feito pelos clientes no estúdio de fragrâncias da loja”.

A Burberry também desenvolveu um projeto para combinar o online com o offline. Através do WeChat, o público pode criar um avatar e interagir com a vitrine da loja, pré-reservar uma peça, experimentar roupas pré-selecionadas com música personalizada de fundo. O avatar também pode ser usado para reservar uma mesa no café interno e marcar consultas com estilistas e outros serviços.

No primeiro ebook dilvugado e lançado pelo Terapia do Luxo, já falava sobre o Dream Report, por exemplo, que foi altamente usado pela Galeries Lafayette ainda em 2019 e em 2 meses os personal stylists das lojas de departamentos já haviam trocado mais de 20 mil sms com seus clientes.

Esses são alguns exemplos de como usar os recursos digitais para alimentar o relacionamento com o consumidor, um hábito que veio para mudar o nosso olhar para o mercado.

 

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