A representatividade da imprensa é tema da penúltima edição do evento “70 Minutos de Luxo”

A atuação extremamente digital e a hiperconexão mudaram a forma de ter acesso à notícia e conteúdo e isso é bem visível aqui em nosso Portal, um veículo 100% digital. O momento exige imediatismo, mas sem deixar de abordar todos os pilares importantes da informação.

Os veículos de comunicação, sejam eles online ou impressos, precisaram criar novas linhas de abordagem e acabaram construindo um novo modelo de posicionamento. O cenário atual da imprensa instiga a debater muitos insights, como por exemplo “o compromisso com a ética e com a informação responsável”, e ainda “o que precisa ser pontuado diante de tantos acontecimentos e de tanto volume de conteúdo com as plataformas digitais”.

Para responder a tantas perguntas, convidei profissionais que atuam fortemente nesse segmento e que colecionam trajetórias incríveis para compartilhar, como Patrícia Rocha, jornalista da Band News, Andressa Zanandrea, Editora do UOL, Larissa Serpa, Editora da Revista Boa Forma, Patty Ventura, jornalista de moda, Dudu Valle, Editor da GQ Brasil, Giulianna Campos, Editora da Revista Quem e Thais Prado, Publisher da Revista OKay.

Para Patrícia Rocha, o twitter por exemplo passou a ser canal oficial de personalidades para se pronunciar, como presidentes, senadores e toda a ala política. “As redes sociais servem como munição, como órgão oficial para identificar posicionamentos. A internet passou a ser canal de conteúdo como fonte para outras mídias. É revolução completa para o jornalismo”.

Dudu Valle vê no digital uma oportunidade “porque conseguimos conhecer o nosso público a fundo e achar caminhos pra produzir conteúdo próprio, sobre aquilo que o publico está procurando. É uma visão otimista por ter tanta informação para investir no conteúdo certo”.

Andressa Zanandrea, completa o que o Dudu fala e diz que através do digital, é possível acompanhar até o comportamento do leitor e o tempo que ele fica naquela matéria. “Isso nos permite investir em mídias, como vídeo e fotos para atrair a atenção dos internautas. É preciso equilíbrio para mostrar os assuntos mais sérios até à curadoria de temas mais leves”.

Giulianna Campos revelou que na internet as pessoas querem informação “on time” e que os veículos de comunicação acabam competindo com os próprios perfis do Instagram, por exemplo, que acabam noticiando os conteúdos que seriam exclusivos da imprensa.  “Por isso, a matéria tem que ser completa e com detalhes diferenciados”.

Larissa Serpa trouxe a visão de que os veículos de comunicação de entretenimento são mais informais e, por isso, a adaptação da linguagem para o digital não foi tão agressiva. E Patty Ventura comentou que através do jornalismo é possível passar experiência para o leitor, com um conteúdo bem feito.

Thais Prado encerrou a noite de debate comentando sobre a disparidade entre veículos nacionais e regionais e como a dinâmica do digital pode demorar um pouco mais nesses casos, mas que nada substituirá o impresso com uma abordagem cada vez mais personalizada.

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