A batalha que vai marcar a história do mercado de luxo

Essa semana o mercado de luxo esteve envolvido em um dos grandes assuntos do momento. Na última segunda-feira, dia 21 de setembro, o tribunal de Delaware nos Estados Unidos recebeu o caso da Tiffany and Co. que pretende impor o grupo de luxo francês LVMH, e seu Presidente Bernard Arnault, a seguir com a aquisição de 16,2 bilhões de dólares da joalheira americana, afirmada em novembro do ano passado.

É claro que com a pandemia causada pela Covid-19 e com a queda da lucratividade das empresas de luxo, algumas retomadas causariam pausa ou espera maior para acontecer, porém não era de se esperar que essa transição chegasse ao ponto de ser desconsiderada.

Acontece que a LVMH passou meses divulgando que honraria com o acordo para caminhar a um determinado momento onde causou tremendo desconforto com a Tiffany. Foram acusações sobre má gestão e defendendo que o fato de não prosseguir com a aquisição seria por conta de um pedido do próprio governo francês, questionando a turbulência comercial dos Estados Unidos.

Em contrapartida, a Tiffany alega que essa seria apenas uma estratégia para negociar um preço de compra bem abaixo do estimado. A Tiffany alegou no tribunal o desejo de acelerar o caso e a LVMH pede um atraso de seis meses.

Quando a LVMH anunciou o interesse e, depois o acordo, em adquirir a Tiffany em seu grupo, imaginei que esse seria um movimento de ascensão, já que por muito tempo, dominou “apenas” segmento de bolsas e sapatos de couro. Incluir joalheria dessa estirpe seria até uma maneira de renovação para atingir outros patamares, uma vez que nesse portfólio, a LVMH conta somente a Bulgari desde 2011.

Da mesma maneira, também investi um olhar promissor para a própria Tiffany que poderia extrair vantagens dessa aquisição para modernizar suas campanhas de marketing e com experiências mais profundas em branding e campanhas para o varejo. Afinal, fazer parte de um grupo seria um benefício diante de um período econômico completamente instável e de grandes mudanças. As alianças sempre trarão melhores possibilidades, uma vez que seguir sozinho está cada vez mais difícil.