70 minutos de luxo com Manu Berger expõe visão atual e refinada sobre o mercado

No último dia 7 de outubro reuni um time de profissionais de alto escalão para debater temáticas sobre o segmento de alto padrão em um encontro online. O evento foi o lançamento e primeiro de uma série de ações que envolvem primordialmente o número 7.

Em 7 de agosto lancei meu segundo livro, mas dessa vez totalmente digital, onde englobo uma coletânea de artigos produzidos por mim e publicados aqui. “7 anos de luxo em 70 artigos”, é uma edição que mostra o panorama do mercado de luxo nos últimos anos e todos os principais acontecimentos do setor. O número 7 ganhou um significado especial em minha vida e, por isso, serão 7 eventos com 7 profissionais.

Os 70 minutos de luxo, recebendo o Relações Públicas Dori Neto (para falar sobre atendimento), o gestor da única loja Goyard da América do Sul, Daniel Monteiro (para falar sobre experiência), a desginer Clau Cicala (para falar sobre criatividade), a jornalista Isabel Ferraro (para falar sobre inovação e tecnologia), a comunicadora Lolo Ascar (para falar sobre moda, estilo e sustentabilidade) e a advogada especializada em Direito da Moda, Mariana Chiavegatti (para falar sobre direitos e leis), foram altamente ovacionados pelos participantes que esgotaram as vagas do evento em menos de 2 dias.

Entre os temas, a abordagem escolhida foi de acordo com artigos previamente selecionados, compartilhados exclusivamente com os participantes e que faziam ligação com o momento atual de cada convidado.

Alguns insights e inspirações mencionadas pelos profissionais podem ser aplicados e reforçados a fim de um melhor posicionamento no mercado de luxo, como por exemplo a ideia de Lolo Ascar de “não desperdício” de coleções da moda, como “a informação é o que salva e o estilo de cada um não existe sem autoconhecimento”.

Dori Neto atribui que “não existe experiência se não tem um bom atendimento e que o atendimento não precisa estar ligado a grandes investimentos. É cuidado e atenção”. Daniel Monteiro, ao falar sobre experiência, complementa que “as informações mais importantes sobre seu cliente não estão no banco de dados, estão no diálogo, para tirar aquilo que vai te ajudar a personalizar o serviço ou produto”.

Seguindo essa linha de raciocínio, Clau Cicala pontuou que “a criatividade, tanto no atendimento quanto no produto, tem que ser o propósito da marca e assumir seu DNA”. Isabel Ferraro, por sua vez, estendeu esse conceito ao universo online e afirma que “o digital é um caminho sem volta, mas é preciso pensar com calma para não perder a essência de exclusividade”.

Por fim, Mariana Chiavegatti explorou o tema sobre reprodução ilegal no segmento de alto padrão e reforçou que o Brasil é o quarto maior consumidor de pirataria do mundo e que essa é uma questão de sustentabilidade social e violação de direitos autorais. “O mercado de luxo cria tendências e desejo de pertencimento, mas ele é acessível apenas para um nicho, por isso a fast fashion criou essa oportunidade de inclusão com a reprodução ilegítima de grandes ícones”.

Foi uma noite de muito aprendizado e, especialmente, de compartilhamento de ideias e conteúdo para possibilitar a capacitação de novas estratégias.