Segmento de moda oficializa pacto histórico a favor do meio ambiente

A cidade de Biarritz, localizada no litoral francês, é famosa por inúmeros motivos como o fato de ser um dos principais destinos turísticos do país e, também, por sediar um dos mais importantes festivais de cinema do continente europeu. Neste final de semana, porém, as atenções de todo o mundo estavam voltadas para a cidade por motivos ainda mais impactantes como o futuro do planeta. O encontro do G7, que reuniu as maiores potências econômicas da atualidade, tinha uma longa agenda de assuntos e, entre eles, as relações do segmento de moda com a sustentabilidade.

E para mostrar que estão em sintonia com os desejos dos consumidores por produtos e práticas que causem o mínimo de impacto ambiental, algumas das principais marcas de luxo do mundo formalizaram durante o evento um documento cujo objetivo central é proteger ainda mais a natureza. Um total de 32 empresas de moda, entre as quais ícones do mercado de luxo como Hermès e Burberry, se comprometeram com o acordo que foi idealizado pelo grupo Kering e pelo Ministério da França.

Marcas como a Ermenegildo Zegna (no alto da página) e a Hermès (acima) estão entre as grifes que assinaram o documento visando tornar o segmento de moda mais sustentável

As empresas que assinaram o acordo possuem um papel amplamente significativo dentro do mercado fashion mundial, já que são responsáveis por cerca 30% da produção de artigos de moda através de um total aproximado de 150 grifes. Entre as metas estabelecidas no documento e que foram aprovadas pelas marcas que assinaram o termo estão a eliminação total de embalagens plásticas descartáveis nos próximos dez anos e a neutralização da emissão de carbono até o final da década de 2050.

Vale destacar que essas mudanças, além de mostrarem o interesse das marcas em tornarem-se mais sustentáveis, também tem relação direta com as mudanças recentes no perfil dos consumidores. Estudos ligados a área de moda indicam que, por exemplo, o mercado de segundo mão pode, em breve, superar as aquisições de produtos novos, refletindo a ideia de compartilhamento que é forte dentro os públicos mais novos, especialmente a geração millennial. A grande ausência foi o grupo LVMH, proprietário de marcas como Christian Dior e Louis Vuitton, que preferiu não aderir ao acordo global.

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