A relação da mulher com o vinho

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Na França, entre o fim do século XIX e início do século XX, a imagem da mulher com uma taça de vinho não era algo tão “normal” ou “aceitável” como os dias atuais. Apesar da imagem apresentar uma mulher desinibida e libertadora, ainda assim, era considerada “vulgar” e manchava a honra e a dignidade da mulher!

De acordo com Jean-Pierre Corbeau, Professor de Sociologia de Consumo e Nutrição da Universidade de Tours, na França, em entrevista para o site Aufeminin, a bebida sempre teve uma relação de tabu baseado em três princípios diferentes. O primeiro seria a incompatibilidade do vinho com a função reprodutiva das mulheres. Em segundo lugar, vinho possuía uma relação com a mulher e seu sangue menstrual impuro, uma vez que a bebida era considerada pura e divina.  E, por fim, o princípio  mais chocante:  o de que a bebida seria uma prerrogativa das mulheres sem moral, como as prostitutas e amantes.

De uma forma ou de outra, durante muito tempo o vinho sempre esteve ligado ao prazer e à sedução, ao erotismo e o prazer pelo prazer.

Entretanto, com o aumento da liberdade feminina a partir da década de 70, o consumo do vinho foi transformado em um sinal de protesto social na Europa. As mulheres, pelo menos aquelas que pertenciam à elite intelectual e artística, passaram a se expor publicamente com taças de vinhos e cigarros.

Logo, o consumo do vinho passou a ser muito mais atrativo para todos. O fator saúde ganhava notoriedade, por isso, ingerir taças de vinho passou a ser u,a prática de todos, e não uma exclusividade dos homens.

E o que elas preferem? De acordo com as pesquisas, as mulheres buscam emoções imediatas em termos de sabores. Elas querem sentir seus aromas, comparar suas cores e descobrir seus efeitos. No Brasil, a preferência é, sem dúvida, pelo vinho tinto, mas, aos poucos, as brasileiras começam a descobrir outras tonalidades, além da atração pelo espumante/champagne.