Os impactos da inteligência artificial entre os consumidores premium

No próximo domingo, oito de setembro, chega ao final mais uma edição do US Open. Em poucos dias saberemos quem serão os novos campeões de um dos torneios mais tradicionais e renomados do circuito de tênis mundial. Um detalhe, porém, faz essa edição diferente das anteriores: o anúncio da IBM a respeito da criação de uma solução tecnológica baseada na inteligência artificial que analisa o desempenho dos jogadores. Na próxima edição do torneio, e em todas as outras, os tenistas poderão receber métricas personalizadas de suas atuações e, também, das apresentações de seus adversários.

Assim como ocorre no mundo esportivo, as tecnologias ligadas à inteligência artificial tornam-se presentes cada vez mais em todos os segmentos da sociedade. No mercado de luxo não é diferente e, de forma sistemática, as empresas e marcas que atuam no setor investem na área em busca de resultados. Um bom exemplo é o Dior Insider, sistema criado pela grife francesa com o objetivo de tornar ainda mais imersiva a experiência do clientes.

Mas qual é o impacto da inteligência artificial no consumidor? Para responder a essa pergunta foi desenvolvida uma pesquisa nos Estados Unidos com o objetivo de identificar as opiniões dos diversos públicos sobre a temática. Curiosamente, empolgação e a cautela foram os termos mais usados para definir os sentimentos quando o assunto é a inteligência artificial. Enquanto os consumidores mais novos mostram grande interesse pelo assunto, os mais experientes se mostram cautelosos quanto aos seus benefícios.

No processo de compra e, mais precisamente, durante a jornada do consumidor, o estudo questionou se a função da inteligência artificial fosse uma pessoa, qual seria sua função. Enquanto a maioria dos entrevistados respondeu que ela deveria se comportar como um assistente pessoal 24 horas, 35% optaram por alguém que comande as tarefas domésticas e, ainda, um total de 25% identificou que seu melhor uso seria como chefe de cozinha pessoal.

Outro questionamento do estudo abordava o valor da inteligência artificial em apontar opções personalizadas ou customizadas para os clientes. Nesse ponto, enquanto 31% dos entrevistados afirmaram que as novas tecnologias são limitadoras nesse aspecto, cerca de 37% indicaram que a inteligência artificial pode, concretamente, apresentar opções e vantagens que os clientes não perceberiam sem esse auxílio.

O que fica claro durante a análise dos resultados da pesquisa é que a inteligência artificial está longe ser uma unanimidade entre os clientes e consumidores. Ainda que as inovações venham ocorrendo em alta velocidade, falta percorrer um longo caminho para que essas soluções, de fato, venham agregar valor inteiramente ao processo de compra.

Para as empresas e marcas que atuam no setor de luxo, área em que a tecnologia possui um papel de destaque, especialmente no que tange o compartilhamento de informações, uma coisa é certa: serviços de qualidade máxima, atendimento de excelência e produtos inovadores e diferenciados ainda são atributos mais sólidos e desejáveis do que a mais moderna das inteligências artificiais.

Crédito da imagem: Dior Spring/Summer 2018 – Divulgação.