Os desafios para a consolidação do mercado de luxo brasileiro

No primeiro artigo que publiquei neste ano aqui no Terapia do Luxo, no dia sete de janeiro, destaquei o resultado das pesquisas que indicavam o crescimento do mercado de luxo brasileiro no ano passado. De acordo com os dados publicados pelo Euromonitor, o setor de alto padrão teve um aumento de 7,8% em 2018.

Um dos motivos que levaram a esse resultado positivo foi o retorno da confiança dos consumidores. Após um longo período que se caracterizou pela instabilidade política e econômica no país, os clientes das marcas de luxo voltaram a acreditar na recuperação do mercado e, por conseguinte, retomaram o consumo.

Mas o ano passado também ficará marcado por importantes baixas que o mercado de alto padrão sofreu. Duas das mais icônicas marcas de luxo do mundo, a italiana Versace e a norte-americana Ralph Lauren fecharam suas butiques localizadas em São Paulo. Vale destacar que a marca criada pelo estilista Gianni Versace atuava no país havia duas décadas.

Entre os principais motivos para o encerramento das atividades, além da crise econômica que aos poucos o país vai deixando para trás, está os altos valores de impostos e tributos. A carga tributária brasileira está entre as mais elevadas do mundo e essa realidade impacta diretamente o mercado de luxo.

Ainda que a decisão da Versace possa ser atribuída aos novos controladores da marca, que foi vendida para a holding liderada por Michael Kors no segundo semestre do ano passado, o encerramento das atividades mostra que ainda existem desafios e obstáculos reais a serem superados para a consolidação do mercado de luxo no Brasil.

Para os fãs das marca, ao menos, uma boa notícia: a Polo Ralph Lauren, divisão mais acessível da marca americana, ainda está em atividade no país.

Crédito da imagem: Reprodução Ralph Lauren.

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