Os 125 anos da Swaroviski contados sob uma ótica criativa e histórica

A Swaroviski ganhou o centro das atenções nos últimos dias quando contratou sua nova diretora criativa, Giovanna Battaglia Engelbert. Ela será responsável pelo planejamento e elaboração da carteira de produtos de todas as divisões. As primeiras linhas assinadas sob sua direção devem ser lançadas nas coleções 2020/2021 e o mundo inteiro terá um novo olhar para esse momento.

Giovanna, que é natural de Milão, iniciou sua carreira modelando para a Dolce & Gabbana e não demorou muito para galgar sua trajetória como estilista. Nessa fase, ela teve passagens pelas principais editorias de moda, colaborou com produções icônicas e colecionou marcas em seu portfolio como Carolina Herrera.

Ela carrega a responsabilidade desta etapa por muitos motivos, uma vez que o cenário atual é completamente favorável ao empoderamento feminino e a esse destaque como fundamental para novos rumos. A Swaroviski que foi fundada e desenvolvida por um homem, Daniel Swarovski, sempre refletiu o desejo das mulheres de brilharem, de se sentirem acariciadas, iluminadas e poderosas. Hoje, essa intenção genuína da marca se torna ainda mais verdadeira uma vez que será uma mulher a incitar esse desejo nato do universo feminino e com o nosso toque aclamado para o públio alvo. A voz feminina conquista ainda mais espaço na história dessa empresa.

Isso me lembra que a Swaroviski lançou a série “Tudo Azul” para comemorar os 125 anos de sua existência, ressaltando 23 curiosidades dessa trajetória começando em 24 de outubro de 1862, data de nascimento de seu fundador em Bohemia. Algumas delas me trouxeram verdadeira satisfação ao ver que as mulheres proporcionaram incríveis inspirações durante todo esse tempo.

Dentre os anos marcantes, está 1931, quando Daniel Swaroviski desenvolveu um novo tipo de fita coberta com cristais e solicitou uma patente. O mundo da moda adorou o novo adereço que inclui cristais inseridos em plástico, fixado com tecido flexível e que podem ser facilmente presos a vestido, sapatos e bolsas.

Em 1956 o falecimento de Daniel tornou seu legado criativo eterno e a Swaroviski decidiu que seus cristais brilhariam ainda mais. Desenvolveram, então, o famoso acabamento Aurora Boreal que brilha todas as cores do arco-íris e foi introduzido no mercado por Christian Dior. Em 1999 nasceu o “Coletivo Sawaroviski”, resultado de uma collab com Alexander Mcqueen que apoiou mais de 150 designers em busca de ultrapassar as fronteiras no uso criativo de cristais no mundo da moda.

Sem esquecer de dar sua devida importância aos anos em que a Swaroviski inovou com projetos autorais e inéditos, além de fazer parte da restauração do Palácio de Versalles com candelabros barrocos, eu me volto com uma inesperada interpretação para essa marca que galgou sua história: a mulher se fez presente desde sempre, com suas habilidades emocionais e criativas, mesmo quando seu porta-voz ainda era um homem. Nós sempre tivemos espaço para contribuir com passos marcantes.