O panorama do mercado de luxo londrino e sua relação com o Brasil

No meu artigo publicado na semana passada aqui no Terapia do Luxo, abordei a questão das empresas de luxo que saíram do mercado brasileiro recentemente. Marcas que atuavam em diversos setores e, algumas delas, há muitos anos no país, resolveram encerrar as atividades por razões diversas.

Também, recentemente, uma pesquisa publicada pela consultoria imobiliária Savills registrou que Londres foi a cidade que sediou o maior número de aberturas de lojas de luxo no último ano em todo o mundo. Superando até mesmo as cidades símbolos do mercado chinês, a capital britânica foi responsável por quase 10% das aberturas de lojas de grifes de alto padrão no planeta.

A ideia nesse texto não é comparar os dois mercados, mesmo porque, as economias de Brasil e Inglaterra possuem singularidades que, talvez, mais as afastem do que as aproximem. Entretanto, o paralelo serve para o segmento no país repensar suas estratégias e buscar formas de voltar a crescer.

Em entrevista publicada na imprensa, Marie Hickey, diretora de pesquisa de varejo da Savills, comentou que mesmo levando em consideração os ventos contrários “o mercado de luxo de Londres parece estar não só resiliente, como também está oferecendo oportunidades atraentes para as marcas que querem entrar no mercado, bem como para aquelas que querem melhorar a sua presença física com mais espaços de alto perfil, e experienciais. Com um aumento de 38% nas inaugurações de lojas de luxo no ano passado, a cidade se tornou o destino mais ativo globalmente para marcas de alto padrão, ante a um quarto lugar em 2017”.

Essa resiliência que caracterizou no último ano o mercado premium britânico pode e deve também se tornar realidade no Brasil. Os brasileiros, apaixonados pelo mercado de luxo, são os que mais esperam que o setor volte a crescer e se expandir ainda mais por todo o país.