O luxo sob a ótica de James Bond

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A produção cinematográfica tem a capacidade de se transformar em uma espécie de espelho do seu tempo. Abordando as angústias e esperanças, os dramas e anseios de cada geração, o cinema propõe um panorama diferenciado da história, na maioria das vezes com altas doses de aventura e emoção.

Para entender a evolução do luxo através do cinema, não há programa melhor que revistar os filmes de James Bond. A franquia, que chegou às telas em 1962 e já conta com 24 produções em seu currículo, é a série mais lucrativa e duradora da história da sétima arte e, com certeza, a que investigou mais a fundo as mudanças no universo premium.

Protagonizado por Sean Connery, 007 Contra o Satânico Dr. No é a estreia do agente secreto no cinema e dá início à mitologia de luxo do personagem. O terno usado no primeiro filme se tornou um verdadeiro objeto de desejo entre os homens na época. Nos filmes mais recentes, já sob a pele de Daniel Craig, James Bond vestiu trajes assinados por Tom Ford. Durante a divulgação de 007 Contra Spectre, que chegou recentemente aos cinemas, o estilista declarou que o personagem condensa “o estilo e o amor ao luxo. É uma honra continuar vestindo esse personagem tão icônico”.

Se os ternos são símbolos da elegância do mais famoso espião da história do cinema, seus incríveis carros também se tornaram marcas registradas da inovação e do luxo proposto pelas produções. Ao longo dos filmes, já foram utilizados automóveis de marcas como Ferrari, Toyota, Bentley e Ford, mas é o clássico Aston Martin DB5 que se tornou a grande referência de luxo e estilo de James Bond. Para os apaixonados por tecnológica, entretanto, o mais icônico dos veículos utilizados por 007 é o incrível Lotus Esprit S1, que apareceu em O Espião que Me Amava. Na produção, Roger Moore dava vida a James Bond e fez uso de uma das mais incríveis particularidades de um carro na história da série: a capacidade de transformar-se em um submarino e disparar um poderoso arsenal bélico composto de mísseis e torpedos.

A utilização de recursos tecnológicos que permitiam ao herói escapar de situações perigosas também se tornou referência na franquia. Entre os acessórios que fizeram diferença na vida do agente secreto, os relógios ocuparam papel de destaque. Modelos como o TAG Heuer Professional Nigth-Dive utilizado por Timothy Dalton, que dava vida ao agente nas filmagens de 007 Marcado para a Morte, impressiona até hoje com características como as tonalidades contrastantes e a facilidade de leitura do tempo nas mais adversas condições. A marca Omega também está presente em mais do que um título do agente secreto que, então, era interpretado por Pierce Brosnam. Em uma ocasião, para escapar de uma avalanche, Bond aciona um fio com gancho que tira o herói de mais uma enrascada. Sempre com muito charme, é claro.

Mas, não foram apenas as evoluções do mercado de luxo abordadas na série. As revoluções sociais também se fizeram presente, com tramas que falavam sobre ecologia e a necessidade de preservar a água potável. A importância das personagens femininas também pôde ser comprovada filme após filme, culminando com a grande atriz Judi Dench interpretando M, que ocupava um dos mais altos postos de comando na organização da qual 007 é o membro mais conhecido.

Emocionando o público, fazendo pensar sobre o futuro do planeta ou levando estilo e sofisticação em aventuras pelos quatro cantos do mundo, os filmes de James Bond são o mais bem sucedido exemplo de união entre o cinema e o universo do luxo. E então, prontos para a próxima missão?

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