O luxo como estratégia de segmentação

Proprietária de marcas icônicas do segmento automotivo como Maserati e Jeep, a Fiat Chrysler Automobiles anunciou no mês de maio que no mercado italiano deixará de produzir automóveis de padrão mais popular, como o Punto e o Mito, para se dedicar de forma mais efetiva aos modelos de alto padrão.

Segundo as informações de Sergio Marchionne, CEO da empresa, a ideia é reformar uma fábrica localizada em Turim e outra sediada na região de Nápoles com o objetivo de fabricar novos SUVs Maserati e Jeep.

A mudança de gestão, que foca no mercado de luxo e abandona os modelos mais econômicos que sempre caracterizaram a Fiat ao longo de sua história, mostra uma verdadeira revolução conceitual na gestão de uma marca que sempre foi uma referência mundial na produção de automóveis destinados aos consumidores dos mais variados níveis de renda.

O interesse pela segmentação no mercado de luxo é uma tendência que atravessa fronteiras. No Brasil, algumas marcas que são referências no mercado estão investindo cada vez mais nos produtos de alto padrão em busca de clientes diferenciados. A Cacau Show e a Natura, por exemplo, desenvolveram ao longo dos últimos anos de forma muito assertiva produtos destinados ao segmento premium e seus índices de crescimento demonstram o sucesso do caminho que está sendo trilhado.

Do ponto de vista corporativo, a segmentação apresenta uma série de benefícios para as empresas e marcas como a criação de uma vantagem competitiva real, a redução de riscos de investimentos em setores de baixo retorno e uma maior lucratividade no marketing através da eliminação do perfil de clientes que não possui identificação direta com os produtos.

Vale ressaltar, porém, que embora as vantagens sejam muitas, a segmentação não é a tábua de salvação de nenhum negócio. É preciso um planejamento estratégico eficiente para atuar no segmento de luxo, assim como nos demais nichos mercadológicos, e obter todas as vantagens dessa decisão.

Crédito da imagem: Reprodução.

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Luxury as a segmentation strategy

Owners of brands such as the iconic automotive segment such as Maserati and Jeep, Fiat Chrysler Automobiles announced in May in the Italian market will stop producing more popular standard cars, such as Punto and Mito, to dedicate more effectively to models.

According to information from Sergio Marchionne, CEO of the company, the idea is to renovate a factory located in Turin and another based in the Naples region with the aim of manufacturing new SUVs Maserati and Jeep.

The management change, which focuses on the luxury market and abandons the more economical models that have always characterized Fiat throughout its history, shows a true conceptual revolution in the management of a brand that has always been a world reference in the production of cars for the consumers of various levels of income.

The interest in segmentation in the luxury market is a trend that crosses borders. In Brazil, some brands that are references in the market are investing more and more in the products of high standard in search of an even more differentiated customer. Cacau Show and Natura, for example, have developed over the last few years in a very assertive way products aimed at the premium segment and their growth rates demonstrate the success of the path that is being taken.

From the corporate viewpoint, segmentation presents a number of benefits to companies and brands such as creating a real competitive advantage, reducing investment risk in low return sectors, and increasing profitability in marketing by eliminating the profile of customers who do not have direct identification with the products.

It is worth mentioning, however, that although the advantages are many, segmentation is not the lifeline of any business. It takes an efficient strategic planning to act in the luxury segment, and in the other marketing niches, and to obtain all the advantages of this choice.

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