Novos olhares sobre o setor de luxo

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O escritor Jean-Noel Kapferer, um dos mais respeitados autores contemporâneos a abordar o universo do alto padrão, escreveu certa vez que assim como a luz “o luxo é iluminador. Ele oferece mais que meros objetos: ele providencia referências de um bom gosto. E é por isso que a gestão do luxo deveria não apenas depender das expectativas do consumidor: as marcas de luxo são animadas por sua programação interna, sua visão global e o gosto específico que eles promovem bem como o desejo de ter seus próprios padrões”.

O que o autor enfatiza é que as empresas e organizações do segmento premium, de fato, exercitem novos olhares sobre a indústria do luxo. Mais do que nunca, o momento é de pensar fora dos padrões convencionais e possibilitar aos clientes e consumidores experiências marcantes que contribuam efetivamente para as suas histórias de vida.

Um bom exemplo desses novos olhares vem da rede hoteleira australiana que, no ano passado, rompeu paradigmas no setor de hospedagem ao desenvolver o projeto de um hotel de luxo itinerante. A ideia consiste em levar todo o luxo, o conforto e os serviços de alta qualidade de um hotel cinco estrelas ao destino que o cliente preferir. As suítes, montadas em containers móveis, possibilitam o deslocamento rápido. Ou seja, para os felizes hóspedes do hotel, é possível escolher entre passar a noite no alto de uma colina ou flutuando com a suíte móvel sob as águas do mar.

O conceito é ousado e, sem dúvidas, demanda um alto valor para sua realização. Entretanto, serve como uma espécie de referência ao estimular as empresas do setor de luxo a desenvolverem projetos e ações que realmente superem as expectativas e anseios do mercado.

Nem todos os segmentos estão sujeitos a inovações tão imaginativas e surpreendentes quanto o hotel itinerante, mas a criatividade unida à vontade de propor algo novo são ingredientes fundamentais na produção de bens de luxo e, consecutivamente, na satisfação dos clientes.