Moda e Sustentabilidade marcam o Globo de Ouro 2020

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Foi dada a largada para a temporada 2020 de premiações de Hollywood. E como de costume, o Globo de Ouro é o responsável pelo pontapé inicial de uma sequência de tapetes vermelhos que reúne as maiores estrelas (e marcas de moda e do mercado de luxo, claro) do mundo. A 77ª edição da festa, oferecida pela Associação de Correspondentes Estrangeiros de Hollywood,  aconteceu no último domingo (5), e premiou o melhor da TV e do cinema dos Estados Unidos. 

Grifes como a britânica Ralph & Russo, as francesas Louis Vuitton, Dior e Yves Saint Laurent e as italianas Valentino, Dolce&Gabbana e Versace, desfilaram pelo red carpet da premiação, considerada pelos críticos como o aquecimento oficial para o Oscar e, portanto, uma verdadeira vitrine para marcas e celebridades, já que atrai os olhos da imprensa especializada do mundo inteiro.

E se a sustentabilidade já se tornou pauta constante na moda e no mercado de luxo, durante o Globo de Ouro não foi diferente: pela primeira vez, a premiação teve um menu completamente vegano, em um esforço coletivo para aumentar a conscientização sobre o consumo sustentável e a proteção ambiental. Os pratos principais, por exemplo, contaram com opções como cogumelos assados, risotto de cogumelos selvagens e couves de Bruxelas assadas com cenouras ervilhas.

No tapete vermelho, coube ao ator Joaquin Phoenix levantar a bandeira eco friendly. Phoenix, que levou o prêmio de Melhor Ator em Filme Dramático pela sua elogiada e poderosa atuação em “Coringa”, riscou o red carpet a bordo de um smoking Stella McCartney 100% sustentável e avisou: ele vai usar o mesmo smoking durante toda a temporada de premiações de 2020 para reduzir o volume de lixo produzido no planeta.

Além dele, a noite foi de Quentin Tarantino, que viu seu “Era Uma Vez Em… Hollywood” emplacar vitórias em três categorias – Filme de Comédia/Musical, Roteiro e Ator Coadjuvante para o veterano Brad Pitt – e “1917”, épico sobre a Primeira Guerra Mundial que levou para casa as estatuetas de Melhor Filme Dramático e Melhor Diretor, para Sam Mendes, desbancando a concorrência mais pesada da noite.

Nas categorias de televisão, as grandes vitoriosas foram, com dois prêmios cada, “Fleabag” (Melhor Série de Comédia e Atriz, para Phoebe Waller-Bridge), “Succession” (Série Dramática e Ator, para Brian Cox) e “Chernobyl” (Minissérie e Ator coadjuvante, para Stellan Skarsgard). Olivia Colman, que encarna a Rainha Elizabeth II na terceira temporada da série “The Crown”, da Netflix, ganhou a estatueta de Melhor Atriz em Série Dramática.