O segmento de moda ainda mais virtual

De acordo com Gilles Lipovestky, no que tange o conceito de pós-modernidade, “para além das diversas interpretações propostas, impôs-se a ideia de que estávamos diante de uma sociedade mais diversa, mais facultativa, menos carregada de expectativas em relação ao futuro. Às visões entusiásticas do progresso histórico sucediam-se horizontes mais curtos, uma temporalidade dominada pelo precário e pelo efêmero”.

E um dos segmentos em que essa efemeridade se manifesta de maneira mais evidente é a moda. As coleções e lançamentos tendem a se sucederem e se alternarem em um ciclo que aparentemente é infinito. Nesse panorama de mudanças sistemáticas e constantes, o segmento fashion, porém, vem fazendo história também no que tange as novas tendências de consumo.

Conforme uma pesquisa desenvolvida pela Nuvem Shop, plataforma de serviços especializada em soluções ligadas ao e-commerce, o setor de moda foi o que apresentou maiores índices de crescimento em números de loja abertas na internet durante o primeiro trimestre deste ano.

De acordo com o estudo, o crescimento das lojas de moda virtuais atingiu cerca de 148% e o volume total de transações também teve um acréscimo de 12%. Em números mais exatos, de acordo com a base de dados utilizadas na pesquisa, atualmente são mais de 18 mil lojas que utilizam o e-commerce para vendas roupas e acessórios de moda.

Outro dado importante do relatório que indica realmente que o interesse virtual pela moda aumenta cada vez mais é que o crescimento das operações realizadas através de smartphones e tablets foi de 39%. Os segmentos de saúde e beleza ficaram em segundo lugar no levantamento e os produtos de casa e jardim ocuparam a terceira posição.

Crédito da imagem: Reprodução Prada.

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