Mercado imobiliário de luxo curitibano é destaque nacional

A tendência de democratização do mercado de luxo, que pode ser percebida na maioria dos países do mundo, também é claramente visível dentro da realidade do mercado brasileiro. E uma das formas mais evidente de entender esse momento é através do bom desempenho do segmento de alto padrão em mercados que vão muito além do eixo Rio-São Paulo. A cidade de Curitiba é um bom exemplo da descentralização do setor de luxo no país. Para comprovar esse momento, o mercado imobiliário de luxo da capital paranaense, que compreende os imóveis comercializados com valores acima de dois milhões de reais, registraram em 2018 um crescimento da ordem de 70%.

Foi o que identificou uma pesquisa encomenda pela Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário do Paraná e executada pela empresa de consultoria Brain Inteligência Corporativa.  Em entrevista publicada no Portal Bem Paraná, Leonardo Pissetti, diretor da Ademi-PR, explicou os motivos da realidade curitibana. “Eu digo que é o mercado que menos sentiu a crise, é menos sensível devido à classe de venda, que não é tão afetada com a recessão como um todo. Essa pessoa não depende tanto de um financiamento bancário e, se depende, é um volume menor. Os bancos também há rejeição menor em conceder crédito, porque são pessoas que estão há mais anos no emprego, tem seu próprio negócio.”

Nas fotos que ilustram a matéria um apartamento de luxo em Curitiba que teve a decoração assinada pelo arquiteto Jayme Bernardo

Vale destacar que apesar do excelente crescimento do mercado imobiliário de luxo, não se pode dizer que o mesmo não sentiu os impactos do cenário econômico brasileiro recente. “A crise impacta (o segmento), mas não como acontece no médio padrão, de perda de renda, uma depressão na capacidade de compra. Mas impacta no humor desse comprador, que fica mais receoso em fazer investimento. O que acontece, então, é que nosso tempo de venda (o quanto demora para vender um imóvel) cresceu muito. Se antes levava 3 ou 4 meses, agora passou a levar de 6 a 8 meses” ressaltou Erick Takada, gerente de uma das principais construtoras da cidade.

Crédito das imagens: Eduardo Macarios/Reprodução.