Marcas de luxo causam polêmica no mercado chinês com novos produtos

O mercado chinês vem se consolidando como um dos mais promissores no que se refere ao segmento de luxo. Os consumidores chineses são responsáveis por um gasto de aproximadamente 500 bilhões de dólares por ano no setor, totalizando um terço das vendas de bens de alto padrão em todo o mundo.

Para as marcas de luxo tem sido uma batalha mergulhar de forma profunda neste mercado tão simbólico. Prova disso foi a campanha lançada pela Dolce & Gabbana no ano passado que fazia uma brincadeira com a gastronomia chinesa. O resultado foi amplamente desaprovado pelo público e, como consequência, motivou até mesmo os criadores da marca italiana a gravarem um pedido de desculpas.

Agora, são três grifes ícones do mercado de luxo que estão no centro de uma grande polemica. As marcas Versace, Givenchy e Coach, recentemente, lançaram camisetas de suas novas coleções destacando que os territórios de Macau, Taiwan e Hong Kong eram independente, ou seja, não faziam parte da China.

Reprodução da camiseta da Versace que destaca os territórios como se fossem nações independentes

Imediatamente surgiram as reações contrárias. A modelo Liu Wen, que é embaixadora da Coach, pediu imediato desligamento da marca afirmando que a “integridade do território chinês é inviolável”. Outra celebridade chinesa, o cantor Jackson Yee, também solicitou o fim de seu contrato com a Givenchy e a também cantora Yang Mi comunicou seu afastamento da Versace.

De maneira imediata, também, as marcas se manifestaram. Donatella Versace afirmou estar ”profundamente entristecida pelo erro que foi cometido pela nossa empresa. Eu nunca quis desrespeitar a soberania nacional da China”. A Givenchy utilizou uma mídia digital muito popular entre os chineses para afirmar que irá “corrigir e tomar precauções imediatas contra qualquer negligência e erros cometidos” e a Coach também foi às redes digitais reforçar o respeito e o apoio “a soberania e a integridade territorial da China”.

A respeito da polêmica gerada na China, Donatella Versace afirmou que sua intenção nunca foi “desrespeitar a soberania nacional” do país

O episódio envolvendo a Dolce & Gabbana em 2018 e este recente acontecimento comprova que a exigência dos consumidores chineses também deve ser percebida como uma característica fundamental do mercado chinês na atualidade. Se a China é uma das nações que mais contribui para os bons resultados do segmento de luxo, é preciso saber que respeitar suas tradições e costumes é essencial para fazer sucesso por lá.

Crédito das imagens: Reprodução.