Mais sombra, menos brilho

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Para utilizar uma referência comum quando o assunto é o segmento de maquiagem e cosméticos, é possível afirmar que o setor no ano passado apresentou um panorama com menos brilho e um pouco mais de sombra.

Isso porque, segundo divulgados pela Abihpec – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, no ano de 2015 o segmento apresentou uma queda de 8% em relação a 2014. E mesmo que os valores registrados em vendas tenham superado 42 bilhões de reais durante o período, o mercado apresentou uma considerável retração.

De acordo com João Carlos Basilio, presidente da entidade, “esse desempenho, já esperado, está diretamente associado às medidas consecutivas e indiscriminadas de aumento de taxas e tributos, a pretexto do aumento de recursos aos cofres públicos. Seu resultado final derrubou as vendas do setor e, por consequência, reduziu as curvas de arrecadação, num efeito contrário ao pretendido pelos governantes”.

A queda das vendas fez com que o Brasil perdesse uma posição no ranking dos maiores consumidores mundiais de produtos de beleza. Atualmente, o país ocupa a quarta posição e está atrás dos Estados Unidos, China e Japão.

A expectativa do setor de cosméticos, do segmento de luxo e, é claro, da economia de forma geral, é que o Brasil volte a crescer neste ano e supere de forma definitiva a crise institucional e política.