A inovação como estratégia no mercado de moda

Para uma indústria conhecida por estar sempre à frente quando se trata de tendências estéticas, empresas de moda tendem a ser mais atrasadas do que outras indústrias em relação à empatia com o consumidor e inovação tecnológica. Porém, com o varejo enfrentando uma era de desafios sem precedentes, a indústria não pode se dar ao luxo de apenas observar e esperar ser revolucionada. Somente em 2017, 3.500 lojas varejistas foram fechadas, incluindo 13 ícones do varejo como a tradicional Macy´s.

Em recente pesquisa intitulada Prepare sua marca para o futuro, divulgada pela WGSN Mindset, é possível identificar que as empresas de moda estão inseguras em relação ao futuro. Enquanto 75% dos entrevistados sentiam-se confiantes que suas estratégias seriam viáveis por um ano, menos de um quarto sentiu-se confiante em suas estratégias para 10 anos e além. O estudo também revelou que eles se sentiam despreparados para lidar com oportunidades não planejadas de expansão, sendo “falta de inovação” a ameaça número um à longevidade.

O estudo vai além e tenta entender como uma indústria construída baseada na quebra de fronteiras está tão atrasada na inovação da experiência do consumidor. E explica: “Muitas empresas de moda foram construídas vendendo imagens e estilos de vida aspiracionais, incentivando o cliente a comprar o produto associado a eles. As marcas de hoje precisam resolver problemas maiores e serem mais empáticas com relação às necessidades de seus consumidores”.

Marcas como a Nike estão promovendo a inovação através da criação de incubadoras em cidades-chaves como Berlin, Barcelona e Seul

A maioria das empresas nasce porque seus fundadores são apaixonados por alguma demanda fundamental no mercado. Para saber como inovar, empresas precisam articular esse propósito central e avaliar todas as oportunidades de expansão ou desenvolvimento em relação a ele. Em outras palavras, o DNA da marca não pode e não deve mudar, mas a forma como ele é expressado deve evoluir.

Neste cenário, as pequenas empresas estão se destacando pela agilidade. Elas conseguem aprovar ideias mais rapidamente, se lançar no mercado, sem estar sob o escrutínio público ou jurídico como as grandes marcas. Por outro lado, a necessidade de empatia por parte dos consumidores exige que as empresas criem conexões quase que pessoais com seus clientes. s.

“A recente reorganização da Nike sinaliza um movimento de grandes empresas em direção à criação de times menores e mais ativos dentro da sua estrutura macro. O plano, conhecido como Ofensiva Direta ao Cliente, acelera a inovação ao criar incubadoras da marca em 12 cidades-chave incluindo Berlin, Barcelona e Seul. Juntas, essas cidades representam 80% do crescimento projetado para a Nike até 2020″, informam os especialistas no estudo.

Crédito das imagens: Reprodução.

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