Estudos comprovam o crescimento do mercado de luxo em 2018

No início deste ano, pesquisas realizadas por diversos institutos especializados no estudo do mercado de luxo apontavam uma expectativa positiva quanto ao crescimento do segmento. O que antes era apenas uma possibilidade agora se tornou concreto com a divulgação de estudos que destacam que 2018 foi realmente um ano positivo para o setor de alto padrão.

De acordo com a 17ª edição do Estudo de Luxo da Bain & Company divulgado recentemente, o mercado global, que inclui produtos e prestação de serviços, cresceu aproximadamente 5% e todos os nichos mercadológicos foram beneficiados com esse aumento. O grande destaque do ano ficou por conta dos bens pessoais de luxo que, superando a média, tiveram um aumento no volume de negócios na ordem de 6%.

E, ao que tudo indica, a perspectiva é que o crescimento continue sendo a realidade do mercado nos próximos anos. Segundo o relatório que foi produzido em parceria pela Fondazione Altagamma, até 2025 a estimativa de desenvolvimento do mercado é de 3% a 5% ao ano.

E como não poderia deixar de ser, o mercado chinês foi um dos principais destaques em nível mundial. De acordo com o estudo, somente entre os anos de 2015 a 2018 o consumo de luxo na China dobrou de tamanho e, atualmente, cerca de 33% do consumo mundial de bens e serviços premium é de responsabilidade dos chineses.

Enquanto as vendas no varejo físico subiram 4%, o comércio eletrônico novamente se consolidou como a grande aposta do setor e foi responsável pela ampliação de 22% dos resultados de vendas em relação ao ano passado. Nesta área, os Estados Unidos lideraram o mercado global sendo responsáveis por 44% do total.

“As novas tecnologias estão ao mesmo tempo enriquecendo as experiências de compras on-line e móveis, enquanto potencialmente colocam o papel dos canais físicos em risco. O caminho de abertura de lojas de luxo está desacelerando, levando à consolidação de canais no futuro. As marcas devem, portanto, repensar seus canais físicos e evoluir sua função de ponto de venda para o ponto de contato e usar novas tecnologias para melhorar as experiências dos clientes nas lojas” conclui Federica Levato, uma das responsáveis pela publicação.

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