Em busca de um mercado mais ético e democrático

Um dos principais motivos que fazem da valorização das experiências uma tendência consolidada no mercado de alto é a percepção das marcas e empresas que atuam no setor que seus clientes e consumidores não querem apenas produtos e serviços de qualidade, é preciso ir além e buscar diferenciais que dialoguem diretamente com os desejos e anseios do público.

Ou seja, da mesma maneira que é evidente a preocupação com o bom atendimento e com o bem estar os clientes, as práticas e comportamentos que ferem as normas de convivência pacífica estão sendo combatidos de forma cada vez mais acintosa, promovendo revoluções conceituais dentro das organizações.

Um bom exemplo desse novo paradigma de atendimento aconteceu recentemente com a Starbucks. Considerada a maior rede de cafeterias do mundo, com mais de 28 mil pontos de vendas, a marca sofreu um duro golpe em sua imagem quando dois jovens negros foram presos dentro de uma das lojas na Filadélfia sem motivo aparente.

Com o intuito de minimizar a crise institucional e, principalmente, realizar um treinamento sobre o combate ao racismo, no dia 29 de maio mais de oito mil lojas nos Estados Unidos da rede serão fechados para que um total de 175 mil funcionários recebam orientações sobre como realizar um trabalho de forma mais ética e democrática.

O mercado brasileiro, de certa forma, também será beneficiado com a ação. Embora a capacitação seja restrita às lojas norte-americanas, o conteúdo educativo será enviado para toda a rede. Em uma época de grandes sensações e experiências, não há dúvidas, que o respeito ao ser humano ainda é uma das mais importantes.

Crédito da imagem: Starbucks Organic Coffee – Reprodução.