Como colocar a sororidade em prática em tempos de isolamento social?

Apesar de ser uma palavra ainda inexistente nos dicionários formais, sororidade segue firme e forte tendo seus picos de procura em mecanismos de busca online, como o Google. O significado do termo que dá o que falar está, resumidamente, ligado ao conceito de quebra da rivalidade feminina e promoção da empatia. Então hoje, mais do que nunca, conseguimos colocar a sororidade em prática em tempos de isolamento social. Aliás, ela pode ser uma arma poderosa contra a ansiedade, os medos e as angústias de mulheres em quarentena.

De acordo com o Google Trends, em fevereiro de 2020 o termo teve um aumento em suas buscas de 250%. No início de abril, outro pico de interesse.

Apesar do grande aumento da procura ter surgido através de falas da cantora e influencer Manu Gavassi, dentro do reality BBB 20, circula pelas redes um aumento do interesse pela empatia feminina para ajudar mulheres que estão se sentindo sobrecarregadas na quarentena, que passam por relacionamentos disfuncionais, para estimular o consumo de produtos de pequenas empreendedoras e até mesmo para tentar frear casos de violência doméstica, que, infelizmente, aumentaram no período.

Então dentro do isolamento social, como podemos nos apoiar e amenizar angústias e desconfortos?

1 – Compre de pequenas produtoras que seguem tentando manter o equilíbrio financeiro mesmo em tempos de pandemia. Negocie também com as prestadoras de serviço vouchers ou valores que serão usados após a pandemia ou até mesmo como apoio neste momento delicado. É você contribuindo para que pequenas empresárias sigam com fluxo de caixa.

2 – Algo lhe fez bem? Indique! Um livro incrível, um filme que te emocionou, aquele app de meditação ou uma live que você tem certeza que será incrível pode ajudar muitas mulheres do seu círculo a atravessar o período com mais leveza. Parece simples, mas é muito efetivo.

3 – Quarentena em família? Divida as atividades domésticas. Não sobrecarregue, por exemplo, a sua mãe ou avó. Homens também devem assumir tais responsabilidades para o equilíbrio da casa.

4 – Minimize riscos. Se puder, abrigue uma mulher vítima de violência doméstica. Não consegue? O canal Ligue 180 também segue disponível para orientar mulheres e testemunhas.

5 – Seja um canal aberto. Muitas mulheres encontram conforto ao desabafar sobre a quarentena, relações disfuncionais e os desafios do home office.

Juntas somos mais fortes, com certeza. E não é em um momento como o de agora, de tantas incertezas, que vamos deixar um conceito cada dia mais forte de lado.

Paula Roschel – jornalista e escritora. Autora do livro #sororidade – quando a mulher ajuda a mulher e do guia virtual #sororidade na quarentena