Como as marcas de luxo estão se adaptando ao mercado chinês

Nos últimos anos o noticiário econômico tende a manter uma mesma notícia como destaque: o crescimento do mercado chinês. Nos mais diversos segmentos, os chineses consolidaram-se como um dos principais públicos consumidores e, entender suas tradições, conceitos e aspirações se tornou fundamental para as empresas e marcas que pretendem fazer sucesso por lá.

Para as grifes que atuam no mercado de luxo, a China já se tornou um mercado estratégico e, muitas delas, dependem cada vez mais dos resultados de faturamento em solo chinês para fecharem suas contas com saldo positivo. Entretanto, se os chineses são percebidos como um excelente público consumidor, ao mesmo tempo, seus níveis de exigência e qualidade precisam ser atendidos e, sempre que possível, superados.

Pesquisas apontam que um percentual de até 40% das vendas globais ligadas ao mercado de alto padrão ocorre por intermédio dos consumidores chineses dentro e fora do país e a taxa de crescimento do setor, na China, gira em torno de 20%. Muitos estudos, porém, também concluíram que a maioria das marcas ocidentais não está preparada para atender o mercado chinês com a mesma excelência comum em outras nações.

Um bom exemplo disso está na crença de que os consumidores com mais idade ainda são os mais exigentes. O perfil da geração millennial comprova que essa ideia faz parte do passado e, especialmente na China, os jovens são os mais interessados e exigentes quando o assunto é a busca por produtos de marcas de luxo.

Isso fica evidente quando é analisado que mais de 80% das compras de luxo são feitas pelos millennials no mercado chinês e, no restante do mundo, esse percentual fica em torno de 40%. Esses dados também contradizem a ideia de que consumidores jovens não têm dinheiro. A Gucci, marca que percebeu há bastante tempo o poder dos jovens no mercado de luxo e amplia cada vez mais sua conexão com esse público, é uma das grifes mais bem sucedidas em solo chinês.

De acordo com um artigo publicado pelo consultor empresarial Daniel Langer, “a percepção do cliente é realidade. E é por isso que a excelência na definição e execução do valor da marca de luxo não é opcional – é uma obrigação. E com a maioria das marcas de luxo atualmente perdendo dinheiro na China, a hora de agir é agora”.

O alerta do consultor serve para as marcas que ainda tratam o mercado chinês com as mesmas estratégias de outros lugares repensarem seus posicionamentos. Até mesmo ícones do mercado como a Dolce & Gabbana, para citar apenas um exemplo, tem literalmente sentido na pele que os clientes chineses não estão para brincadeira. Se o país é uma potência no consumo, seus habitantes também querem que as marcas sejam potencias em matéria de excelência no atendimento.

Crédito da imagem: Reprodução.

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