Como a reprodução ilegal de bens impacta o segmento de alto padrão

Na economia moderna um dos mais graves problemas enfrentados pelas empresas e marca é a reprodução ilegal de produtos das mais diversas naturezas. De equipamentos eletrônicos até automóveis, não há setor que esteja livre dessa situação e ainda que as legislações aumentem seu rigor de forma sistemática, há muito que fazer para combater essa realidade.

No mercado de luxo a reprodução ilegal de mercadorias tem um impacto ainda mais negativo, já que o setor trabalha com grandes valores agregado. Por exemplo: um relógio de luxo, antes de ser lançado, teve um longo planejamento de produção, materiais foram selecionados e tecnologias foram aperfeiçoadas para apresentar um produto final de excelência. Em um modelo falsificado nada disso é levado em consideração.

Normalmente tratada como pirataria, a questão não respeita fronteiras ou demais limitações. Prova disso foi a recente apreensão de produtos falsificados no aeroporto internacional de Los Angeles, nos Estados Unidos. De acordo com as autoridades, um total de 3,4 milhões de dólares em produtos não originais foi apreendido dentre os quais havia mais de 530 bolsas Louis Vuitton, 502 bolsas Gucci, 230 bolsas Hermès e 144 cintos Salvatore Ferragamo.

A Louis Vuitton é uma das marcas de luxo que mais sofrem com a questão da reprodução ilegal, como comprovou a operação realizado no aeroporto de Los Angeles recentemente

As principais e mais conhecidas marcas do universo do luxo sofrem de forma especial com esse problema. Como os bens de alto padrão tendem a exercer fascínio e até mesmo o sentimento de conquista, o desejo pelos produtos, muitas vezes, acaba encontrando destino nas cópias similares cujo preço, normalmente, tende a ser muitas vezes menor.

Entretanto, nunca é demais ressaltar que esses produtos chegam a valores pequenos aos consumidores justamente por não respeitarem os direitos trabalhistas, as questões ligadas aos padrões de qualidade e, não raro, ter ligação com organizações criminosas.

Enquanto as autoridades fazem o seu papel de reprimir esse tipo de atividade, cabe a todos nós, consumidores e apreciadores do mercado de luxo, manter distância desses produtos e, sempre que possível, orientar as pessoas a perceberem que se o preço é menor, o malefício social e econômico pode ser muito maior.

Crédito da imagem: Reprodução.