As singularidades do consumo de bens de luxo no Brasil

Uma questão que me fazem com grande frequência é se existem diferenças marcantes entre o mercado de luxo brasileiro e internacional, especialmente o europeu e o norte-americano. De forma bastante resumida e levando em conta principalmente o perfil de consumo de bens de alto padrão no Brasil, costumo dizer que a principal diferença é que o mercado em outros países está estabelecido há mais tempo e, em nosso país, tudo ainda é muito recente.

Basta pensarmos que as principais marcas de luxo começaram a chegar ao país de forma mais intensa somente a partir da década de 1980 para percebermos que temos muito que evoluir nos mais diversos aspectos.

Um estudo recentemente divulgado pela MindMiners, empresa especialista em pesquisas de mercado com foco no varejo, identificou que 57% dos entrevistados já utilizaram o parcelamento de crédito para adquirir bens de luxo e um total de 13% afirmou ter contraído dívidas para ter seus sonhos de consumo realizados.

Outra informação bastante interessante divulgado no relatório é que entre as marcas preferidas do público brasileiro estão Rolex, Chanel e Gucci, esta última atingindo um total de 32% entre as intenções de compras dos entrevistados.

A análise desses dados mostra um cenário interessante. Se, por um lado, os brasileiros se interessam pelas mesmas marcas que são sucesso em todo o mundo, ao mesmo tempo, o consumo ocorre de forma diferente, já que não é habitual no mercado internacional utilizar linhas de parcelamento na aquisição de bens de alto padrão.

Não há dúvidas que o mercado brasileiro possui diversas singularidades que o caracterizam e o constituem. Saber lidar com essas particularidades é a tarefa das marcas que desejam fazer sucesso no mercado nacional.

Crédito da imagem: Reprodução.

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