A trajetória do segmento de luxo em direção a um mercado mais ético

A importância dos públicos mais novos, em particular da geração millennial, para o futuro do mercado de luxo é indiscutível. De forma cada vez mais acentuada é possível perceber como as principais grifes do mundo estão buscando maneiras de atender aos desejos desses novos consumidores.

E entre os anseios dos públicos mais jovens está o interesse por marcas que atuem de forma significativa tanto em nível ambiental quanto na esfera social. Ou seja, se duas marcas criam um produto com excelente qualidade e somente uma delas possui uma política voltada às pessoas e ao meio ambiente, certamente essa será a favorita.

As grifes de luxo estão demonstrando um grande interesse na busca por alternativas produtivas que minimizem os impactos sociais e ambientais. O abandono do uso de peles animais e a proibição da participação de modelos muito magras nos desfiles são ações adotadas buscando uma ética maior no mercado.

Um importante passo nessa trajetória se deu recentemente através do movimento do governo francês em combater a queima de produtos de luxo que não são vendidos. A ação é amplamente significativa, pois, a França, historicamente, é um dos principais destinos do luxo mundial. De acordo com Brune Poirson, vice-ministro da ecologia francês, ainda existem organizações que atuam no setor e destroem “os sapatos ou as roupas que não foram vendidas. As empresas não podem mais fazer isso. É chocante”.

No mercado de luxo contemporâneo a estilista britânica Stella McCartney e a sua marca são bons exemplos de como a ética pode ser aplicada ao segmento de moda. Tendo como objetivos da marca responsabilidade, honestidade e modernidade, a grife se tornou uma referência em qualidade e atua em setores que vão do ready-to-wear, passam pela perfumaria e chegam aos acessórios. Em todas as categorias de produto a ética na produção é um dos itens principais.

Não há dúvida que o desafio das marcas de luxo no futuro será equilibrar os atributos que definem os produtos de alto padrão e a necessidade de buscar alternativas e ações direcionadas ao bem estar coletivo. E nesse cenário, os consumidores tem papel decisivo, afinal de contas, as marcas tendem a atender as demandas de consumo.

Crédito da imagem: Stella McCartney/Divulgação.

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