2016 e os caminhos do luxo

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Há poucos dias, o mundo estava em festa. Afinal de contas, mais um ano se encerrava e outro novinho em folha nascia. Em todos os países, as pessoas brindaram o novo tempo e, cada uma a seu modo, expressou o desejo por um futuro melhor. Assim que o relógio marcou meia-noite no dia 31 de dezembro, beijos e abraços se confundiram com a explosão dos fogos que iluminaram a noite de festa e fantasia.

O ritual de se despedir do passado e dar boas-vindas ao futuro, e toda a sorte de surpresas que ele reserva, foi cumprido com perfeição. O ano passado, mesmo sem deixar muitas saudades, já reservou seu lugar na história e o primeiro minuto deste novo ano fez renascer com força total a aspiração por sucesso, paz e esperança.

O ano que nasceu em festa, entretanto, logo começou a sentir os efeitos da vida real. 2016 precisa ser um ano significativo e muito do que aconteceu no passado deve ficar para trás. Economicamente, não houve segmento de mercado cujas expectativas e receitas tenham sido alcançadas. A economia foi vítima da sua própria voracidade. O aspecto positivo, porém, é que as lições foram aprendidas e os erros não devem voltar a se repetir.

O segmento de luxo, que é parte indissociável do cenário macroeconômico global, vive momentos de transição. Se é evidente que o setor premium possui determinadas formas de conduta que o tornam um segmento diferenciado de grande parte do mercado, ao mesmo tempo ele navega nas mesmas águas turbulentas pelas quais os demais setores econômicos também atravessam. E, às vezes, mesmo as pequenas marolas podem tornar-se ondas devastadoras.

Outro desafio que o mercado de alto padrão enfrentará neste ano e, provavelmente, nos próximos também, são os impactos causados pelo fantasma do terrorismo. Se até os infames ataques ocorridos no final do ano passado na capital francesa o assunto não fazia parte das reuniões gerenciais das principais marcas de luxo, a partir de agora ele precisa ser encarado de forma estratégica. E as ações devem ter em mente um objetivo principal: renovar a confiança de que as capitais do luxo e da moda dispõem da segurança necessária para que as pessoas do mundo inteiro possam aproveitar o que há de melhor da vida.

Entre as ações estratégicas das grandes marcas, também, deve estar o entendimento dos anseios e desejos dos clientes e, logo, a criação de produtos e serviços que atendam a essas demandas. No Brasil, grandes marcas se consolidaram no ano passado e, neste ano, o seu desafio será continuar crescendo. Por isso, a compreensão do mercado e dos clientes é essencial. Para os profissionais da linha de frente do setor de luxo, a capacitação será uma das palavras de ordem para um mercado cuja competitividade é uma das características mais básicas.

O otimismo de que a crise mundial e, em especial, a insegurança política brasileira termine, e um tempo de boas novas tenha início é grande. Mas, esse otimismo precisa ser acompanhado de perto por ações concretas. A questão da sustentabilidade está mais em evidência do que nunca e se as empresas de luxo almejam, de fato, crescer, o tema precisa estar presente no seu cotidiano.

O ano de 2016 tem tudo para ser um dos melhores dos últimos tempos. Cabe a todos nós fazer a nossa parte e, acima de tudo, acreditar que um futuro melhor não é apenas possível e, sim, altamente viável.